Enquanto moradores pedem desesperadamente o fumacê para combater os mosquitos, há quem defenda que a fumaça pode trazer riscos à saúde e ao meio ambiente
Com o aumento dos casos de dengue em Alegre e a crescente reclamação de moradores sobre a infestação de mosquitos em alguns bairros da cidade, o uso do carro fumacê voltou a gerar debate entre autoridades e população.
Enquanto moradores de regiões próximas a rios e áreas com grande concentração de mosquitos cobram a passagem do fumacê pelas ruas, há também quem questione os possíveis impactos da fumaça na saúde humana, nos animais domésticos e no meio ambiente.
O tema já chegou até a tribuna da Câmara Municipal. Um vereador de Alegre utilizou o espaço para defender que o carro fumacê não seja utilizado no município, alegando que o produto aplicado pode causar prejuízos à saúde de pessoas e animais.
Por outro lado, moradores relatam dificuldades para conviver com a quantidade de mosquitos, principalmente em períodos de calor e após chuvas, e afirmam que o fumacê seria uma alternativa emergencial para reduzir a infestação.
Especialistas da área da saúde apontam que o fumacê é utilizado principalmente como medida de bloqueio em locais com registros de casos da doença, ajudando no combate aos mosquitos adultos. No entanto, órgãos de saúde também destacam que a principal forma de prevenção da dengue continua sendo a eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti.
Recipientes com água parada, caixas d’água destampadas, calhas sem manutenção, pneus e objetos acumulando água continuam entre os principais focos encontrados pelas equipes de vigilância.
O assunto divide opiniões e levanta questionamentos sobre até que ponto o fumacê pode ajudar no combate à dengue e quais seriam os possíveis impactos do uso frequente do produto.
Enquanto o debate continua, moradores seguem cobrando soluções para reduzir a presença de mosquitos em diversas regiões da cidade.

