
Durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Alegre, realizada na última segunda-feira, dia 6 de abril, o vereador Luiz da Saúde utilizou a tribuna para relatar uma denúncia recebida de uma moradora do município. Segundo o parlamentar, a paciente teria sido atendida no pronto-socorro em uma maca que estaria suja de sangue, situação que ele classificou como inadmissível, cobrando providências por parte da Secretaria de Saúde.
Após a repercussão do caso, o Observatório Social de Alegre recebeu manifestações de pessoas que apresentaram uma versão diferente da relatada pelo vereador e solicitaram espaço para esclarecimentos.
De acordo com um dos relatos recebidos, a maca mencionada estava, de fato, suja no momento inicial, pois havia acabado de ser utilizada em um procedimento. No entanto, segundo essa versão, a limpeza foi realizada assim que a situação foi percebida, tanto pela paciente quanto pela equipe de atendimento.
Ainda segundo os relatos, o atendimento no momento enfrentava limitações devido à equipe reduzida, uma vez que profissionais estavam em deslocamento para realizar transferências e outros atendimentos simultâneos. Também foi mencionado que não houve recusa de atendimento, apesar do tempo de espera ter gerado insatisfação.
Outras manifestações recebidas criticaram a forma como o caso foi levado à tribuna, defendendo que situações como essa deveriam ser previamente apuradas junto à equipe envolvida antes de serem apresentadas publicamente. Também foram citadas dificuldades enfrentadas diariamente por profissionais de saúde, incluindo episódios de desrespeito e pressão durante o atendimento.
O Observatório reforça que o espaço está aberto para que a Secretaria Municipal de Saúde e demais envolvidos possam se manifestar oficialmente sobre o ocorrido, contribuindo para o esclarecimento dos fatos à população.
