A Meta anunciou mudanças importantes em suas plataformas e começou a testar novas formas de monetização que afetam tanto o uso de inteligência artificial no WhatsApp quanto recursos premium no Instagram e Facebook. As medidas fazem parte de uma estratégia para diversificar as fontes de receita da empresa, hoje fortemente baseada em publicidade.
No caso do WhatsApp, a empresa informou que passará a cobrar dos desenvolvedores pela operação de chatbots com inteligência artificial dentro do aplicativo. A cobrança inicial será aplicada na Itália, após decisões regulatórias que suspenderam e revisaram regras sobre o uso de IA de terceiros no mensageiro. A taxa definida é de € 0,0572 por mensagem gerada por IA, com início previsto para fevereiro. A mudança pegou parte dos desenvolvedores de surpresa, já que anteriormente havia sido indicada apenas uma restrição de funcionamento desses bots, sem detalhamento sobre custos. Fora da Itália, empresas de tecnologia já haviam sinalizado que alguns assistentes integrados ao WhatsApp poderiam ser descontinuados, mantendo acesso apenas por outras plataformas.
Paralelamente, a Meta também confirmou que pretende testar planos de assinatura paga no Instagram, Facebook e no próprio WhatsApp. A proposta é oferecer funcionalidades extras e ferramentas avançadas de personalização e inteligência artificial, mantendo as versões gratuitas como base. Em vez de um único pacote, os modelos devem ser adaptados para cada aplicativo.
Entre os diferenciais estudados para assinantes estão recursos ampliados de privacidade e controle de interação, como visualização de Stories sem identificação, filtros mais detalhados de seguidores, criação de listas de público sem limite e maior gerenciamento sobre quem pode ver conteúdos e atividades. Parte dessas novidades deve ser impulsionada por sistemas de IA mais avançados incorporados aos serviços da empresa, incluindo ferramentas de criação de conteúdo em modelo “Premium”, com funções básicas gratuitas e opções avançadas pagas.
Segundo a Meta, a implantação será gradual, com testes em grupos reduzidos antes de uma possível expansão. A empresa aposta que, mesmo em um cenário de saturação de assinaturas digitais, haverá demanda por recursos premium voltados tanto a usuários comuns quanto a pequenos negócios.
