(2ª atualização) Após a repercussão da reportagem sobre o suposto descarte irregular de materiais em um rio no bairro Vila do Sul, novas informações foram repassadas à redação com o objetivo de esclarecer a situação.
De acordo com as atualizações recebidas, o motorista e o veículo envolvidos nas imagens não pertenciam à pessoa que realizou o descarte. O condutor seria um taxista contratado, que apenas prestava o serviço de transporte e não teve participação direta na ação registrada.
Ainda segundo esclarecimentos enviados por uma pessoa que se identificou como irmã de santo da mulher que aparece nas imagens, o material descartado não se tratava de lixo comum, mas sim de frutas utilizadas em um ritual religioso do Candomblé. Ela afirmou que a prática faz parte da tradição das religiões de matriz africana e está amparada pela liberdade de culto garantida pela Constituição Federal, além de legislações como o Estatuto da Igualdade Racial, que asseguram o respeito aos rituais e manifestações religiosas.
De acordo com estudos e orientações dentro da própria religião, as oferendas possuem caráter sagrado e são tradicionalmente realizadas em ambientes naturais, como rios e cachoeiras. Ao mesmo tempo, lideranças religiosas destacam a importância do respeito ambiental, ressaltando que oferendas devem utilizar apenas materiais biodegradáveis, sem plástico, vidro ou outros resíduos que causem poluição.
O caso evidencia a necessidade de diálogo, informação e respeito mútuo, tanto à liberdade religiosa quanto à preservação do meio ambiente, evitando julgamentos precipitados e conflitos motivados pela falta de conhecimento.
O espaço segue aberto para manifestações das autoridades, lideranças religiosas e demais envolvidos.